18 de outubro de 2026

[RESENHA] “A minha homenagem a Belchior”, de Luan FH

 

Nordestino, Belchior já na sua infância foi cantador de feira e poeta repentista (Outra arte na qual é de extrema dificuldade). Conseguiu visibilidade através dos outros cantores do rádio da época. Foi programador de rádio em Sobral. E ao passar do tempo, mudou-se para Fortaleza, onde estudou filosofia e completou seus estudos no colégio de Padres. 

Belchior optou por vivenciar um período de disciplina religiosa, vivendo em comunidade com frades italianos no mosteiro Guaramiranga, onde aprimorou seu latim, italiano e canto gregoriano. Após isso regressou a Fortaleza, onde estudou Medicina, mas abandonou o curso no quarto ano, em 1971, para dedicar-se à carreira artística. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, conhecidos como O Pessoal do Ceará.

 

MINHA RESENHA (Luan FH)

Desde novo tendo uma boa visibilidade, talvez algumas pessoas tenham desacreditado dele. Porém, Belchior já mostrava seu dom com a poesia, a arte maravilhosa de repente, pois, além do treino é preciso um dom para juntar palavras certas, bonitas e profundas em trechos e no tempo certo para poder ter um impacto para ser engraçado ou triste; depende sim do artista. 

Belchior, um nordestino inteligente, em 2017 a sua infeliz morte anunciada em uma tristeza imensa na mídia brasileira. ”Brasil, hoje todos nós perdemos um grande artista, um grande rapaz latino americano. Belchior faleceu”. No tempo não tinha noção de quem era, e não me julguem por isso — Todos nós falhamos ao reconhecer pessoas extraordinárias — Em ordem simples, uma viagem longa para o passado, conhecendo os sucessos antigos, e se surpreendendo com letras tão atuais. 

Belchior foi um dos grandes nomes, literalmente, mas o primeiro grande nome brasileiro a ganhar visibilidade no mercado musical internacional. Defino que, um cantor precisa unir a sensibilidade do coração e a mansidão da voz mesmo que a narração seja cruel. Nada segura a voz sincera que vem de dentro. (Ele conseguia ser intenso, por isso virou lenda).

Ganhando prêmios, conquistando lugares, mostrando sua arte e também ganhando respeito de outros artistas, tanto da época quanto atuais. De hoje em dia. Como por exemplo: Rodrigo Amarante (Cantor e compositor, hoje em carreira solo, porém é integrante da banda Los Hermanos). Quem não sentiu saudade, tristeza à sua partida, Belchior, essa pessoa não merece ouvir nem a tua voz em alguma canção. 

[A resenha é totalmente livre de fontes, é feita apenas de opinião própria o colunista, sendo utilizada também referências de algumas músicas do álbum.]

 

O que eu o diria se o visse pessoalmente…

Não pude te conhecer, nem ir ao teu show, nem ouvir a tua voz pessoalmente. Porém, meu caro, te ouço agora mesmo no Youtube, “Fotografia 3×4”, e te sendo sincero, compreendo-te perfeitamente. Noites solitárias, frio cabuloso, precisamos arriscar para saber se é, ou não. Meu caro, um dia te citarei em algum livro, num longo diálogo onde o ambiente se trata de algum bar, e nós dois sentados em frente.

Umas doses de um whisky caro, “garçom, traz uma carteira de cigarro” e podemos conversar sobre amores, desamores ou até mesmo falar sobre viagens, o importante é aproveitar sua companhia. E vou te pedir desculpa, o personagem vai ter que fazer algumas filosofias, o pensamento diário na cabeça tão caótica do próprio. Só que, mestre, te agradeço por todas as composições e pela disponibilidade dos seus álbuns tão gratuitamente. Hoje posso apreciar a sua genialidade; hoje posso voltar aos anos 90, 80 mesmo estando em 2020.

 

Se você chegou até aqui, é porque também vai gostar dessa nossa indicação. Se trata da história de “Vício Elegante”, um dos clássicos do Belchior, contada pelo próprio parceiro de composição do músico nordestino, Ricardo Bacelar.

Vício Elegante Belchior

 

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