15 de outubro de 2026

[RESENHA] Rubel, o toque macio da alma

(Imagem/internet)

 

Rubel Brisolla nasceu no município de Volta Redonda, em 10 de abril de 1991, é um cantor e compositor brasileiro. Dono de dois álbuns “Pearl” e “Casas” e a voz mansa faz carinho em quem ouve e aprecia as obras. 

2015, Rubel lançou o “Pearl” de forma independente. Álbum que transmite sensações através dele, é um álbum baseado em instrumentais calmos, algo ligado as pessoas, moças, danças, praia e muita conversa; ligado ao romance, aprendizado e também conselhos.

 

 

A RESENHA

Faixa 5 do álbum retrata o sobrinho do Rubel, o “Ben”, visivelmente ‘‘preocupado” com o crescimento rápido, o moleque que cresce as pernas e os dentes caem, a felicidade que um dia será momentânea e os conselhos que o Rubel quer passar a ele, para quando crescer saber que algumas coisas vão nos afetar muito e é normal. Superação, cura vem com o tempo e o tempo diz tanto que não podemos fingir não ouvir.

Em 2 de março de 2018, Rubel lançou o seu famigerado e tão esperado álbum “Casas”, lembro que 2017 foi o ano que todos cobravam o álbum que não foi anunciado tão cedo desde o primeiro. Só que pelo sucesso que o “Pearl” teve, Rubel teve muito apoio do público que o adorava, sinceramente e até hoje o ama de uma forma imensa e ele deve ter a noção dessa dimensão. 

Em setembro de 2018 o álbum “Casas” recebeu nomeação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa. Não surpreende o fato, já que “Casas” tem um significado enorme descrita, só pela primeira faixa já temos noção do peso que há, entende? É como se fosse um tiro ou um abraço, pode te ferir ou te curar, depende do teu momento, da tua interpretação; costumo dizer que ouvir Rubel é um ato de coragem ou sabedoria… 

A minha visão sobre o artista é simples, ele retrata o que passo ou deixei de passar, há uma identificação, parece que toda vez que ouço os álbuns posso chorar e voar por alguns minutinhos, a voz calma traz uma turbulência. Para um bom ouvinte uma pequena frase ou um toque no instrumento já diz tudo e arrepiar a pele ouvindo música boa significa que você tem muita cultura, significa que o seu gosto musical é maravilhoso! 

Já fiz do Rubel um personagem de texto, um velho amigo que nunca me conheceu, mas já me ouviu tantas e tantas vezes, quantos abraços já o dei e nunca senti nem o toque das mãos? A gente que costuma ouvir e admirar um artista, temos a sensação de estar em casa quando toca uma música dele. Aconteceu isso comigo no Uber, seguindo o percurso à são cristovão, na BR, toca “Medo bobo” na versão do Rubel e puta que pariu, lembrei de quem eu amo e ali no meu cantinho, cantando baixinho e de fininho com os olhos cheios de lágrimas. 

Rubel não é um simples rapaz, a forma que ele se expressa, a forma que ele canta, a forma que balança a mão, a forma que pensa me leva além. As conquistas do garoto tem vindo com tudo, a sua canção “Partilhar” tendo um apoio e feat com a dupla Anavitoria  e a versão que ficou maravilhosamente boa.

Além disso, em 2018 ele também ganhou um Fã Clube que é fiel ao mesmo, merecido demais. Atuam no Twitter e no instagram, passando notícias, fotos, vídeos, histórias de fãs e assim vai. Qual artista não quer isso? Um carinho a mais com o público, alguém que se dedica a ajudar e apoiar nos momentos ruins e bons? É bom saber que há uma conexão.  

Instagram do fc: @fasrube

 

Opinião geral do colunista                              A matéria foi produzida completamente de opinião própria, apenas as informações básicas foram pesquisadas no Wikipédia. Se você não concorda com a opinião sobre os álbuns, pode comentar e reclamar. Se você nunca ouviu o Rubel, então não perca tempo e ouça, é demasiadamente bom! 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

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