26 de maio de 2026

Vida caótica em escola de Los Angeles é fonte de inspiração para nova música da Family Man

O grupo de roqueiros canadenses Family Man fez há algumas semanas o seu novo lançamento, a canção “Father John”, que trata de um episódio vivido por um dos integrantes, Conner. Ele contou em entrevista especial à Arte Brasileira que “Father John” é o nome de uma escola norte-americana onde viveu sua infância em um “sistema escolar católico particular […] uma fossa de masculinidade tóxica, mentalidades católicas arcaicas, racismo flagrante e crianças ricas deliberadamente ignorantes”. Esta situação levou-o à beira de um suicídio.

“Depois de ser admitido com assistência financeira, Conner experimentou a ‘alteridade’ devido à sua identidade etnicamente judaica e ao seu questionamento do dogma católico, o que acabou por levá-lo a suprimir muitos aspectos da sua identidade, sexualidade e sentido de identidade nos anos seguintes. Mas isso vai muito além de ser apenas um pária. Um evento que sempre o marcou foi como centenas de pessoas infladas com o ego”, contou Family Man.

O grupo continua seu relato: “Incomodou-o então que isso tivesse acontecido em primeiro lugar e que a administração não fizesse nada a respeito, mas o que realmente o perturbou nos anos seguintes foi o fato de ele ter participado dessa demonstração de custódia masculina. Ele levou anos para desaprender a toxicidade que estava tão profundamente enraizada nele, e isso culmina com isso – uma cacofonia catártica de raiva brutal. PAI JOÃO é uma denúncia, é um relato de desgosto, mas o mais importante, é um pedido de desculpas.”

Toda esta perturbada história é itensificada pela sonoridade do single. “A música pretende transmitir raiva, ansiedade e monotonia, e é por isso que você ouvirá a mesma nota sendo dobrada ao longo de toda a faixa. Além disso, a bateria assume um tom consistentemente frenético, aumentando a sensação de caos. À medida que a faixa termina, nos deparamos com o auge do design de som que induz à ansiedade, tudo culminando em um refrão final explosivo de raiva desenfreada. Cada decisão tomada ao escrever FATHER JOHN foi elaborada para induzir um desconforto pungente.”, contaram.

Este é o sétimo lançamento da Family Man, que iniciou suas atividades discográficas em 2020 com o single “Statue Garden”.

Chiquinha Gonzaga: compositora mulher mestiça

A mítica compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) representa um divisor de águas na história da música brasileira. Nela, convergem 3 marcos.

LEIA MAIS

Além deste sertão: a pintura de Celina Bezerra

É curioso observar a trajetória da professora norte-rio-grandense Celina Bezerra. Advinda das terras quentes da região do Seridó, de antigas.

LEIA MAIS

A arquitetura sonora de Roberto Menescal

Gênio da bossa nova e ativo no mercado até hoje, Roberto Menescal já teve sua trajetória retratada em seis livros..

LEIA MAIS

Pincel, o novo companheiro do cantor e compositor Bryan Behr

Reprodução/instagram do artista. Do seu atelier, Bryan Behr se mostra um artista inquieto, em constante atividade. O catarinense de 24.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: O quê realmente faz o diretor de imagem? (com Diogo Pace)

Este episódio tem o intuito de investigar uma profissão essencial de toda produção audiovisual, como programas de entretenimento e jornalismo,.

LEIA MAIS

Francisco Eduardo: retratos, andanças e marinas fundam uma poética

Veredas são caminhos abertos, livres entre florestas inóspitas ou suaves e são símbolos de ruas de escassez de cidades com seus bairros de.

LEIA MAIS

Vida em letras:  A jornada literária de Clarisse da Costa

O começo de tudo Na infância eu rabiscava mundos através de desenhos. Quando aprendi a desenhar palavras comecei a construir.

LEIA MAIS

Literatura: uma viagem literária (Clarisse da Costa)

Em se tratando de literatura posso dizer que ela é assim como a vida, uma caixinha de surpresas. A literatura.

LEIA MAIS

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

Filme nacional que arrecadou mais de R$ 19 milhões, “Lisbela e o Prisioneiro” foi lançado

No dia 22 de agosto de 2003, ia aos cinemas “Lisbela e o Prisioneiro”. Aposto que não sabiam, mas estavam.

LEIA MAIS