20 de abril de 2026

Leo Drummond converte sua intimidade em “Nossa Casa”, single que combina MPB, indie folk e rockabilly

No dia 19 de março de 2026, o cantor e compositor Leo Drummond inaugura oficialmente sua nova fase autoral com o single “Nossa casa”. Aos 41 anos, nascido em Visconde do Rio Branco e radicado em Belo Horizonte, o mineiro transforma uma canção íntima, escrita há mais de uma década, no marco de seu retorno definitivo à música.

Na letra, Leo canta sobre o espaço simbólico e afetivo onde duas pessoas vivem juntas e compartilham amor, acaso e leveza durante a jornada. Parafraseados, os versos dizem que esse lugar é “onde o vento faz som, onde o coração dita o ritmo e onde Deus mostra o que há de bom nesse caminho para os dois”.

Com batida alegre e otimista, a faixa mistura Indie Folk e Rockabilly, evocando o frescor da fase “iê-iê-iê” dos The Beatles, especialmente em canções como “Another Girl”. As harmonias vocais, elemento central na estética de Leo Drummond, dialogam com a essência de grupos como Quarteto em Cy, Boca Livre, Bee Gees e MPB4.

Curiosamente, a letra original foi escrita sobre a harmonia de uma canção instrumental de um renomado artista brasileiro. Mais tarde, Leo optou por criar melodia e harmonia próprias, dando origem a uma nova versão, e então gravada em um pequeno homestudio, onde Leo deu seus primeiros passos no estudo de produção musical.

Sem intenções fonográficas, “Nossa Casa” foi entregue como um presente afetivo para aquela que, à época, era sua namorada e hoje é sua esposa. Pouco tempo depois, Leo se afastaria da música, se estabilizando na carreira de desenvolvedor de software, área em que atua desde 2006. Agora, Leo Drummond está pronto para seguir o ritmo artístico de seu coração, e “Nossa Casa” é apenas o primeiro capítulo desse renascimento, uma vez que o músico tem previsão do lançamento de mais seis singles neste ano.

Sobre Leo Drummond

A música sempre esteve presente na trajetória de Leo Drummond. Filho de uma família musical, começou a tocar violão aos 11 anos e, por volta de 2005, deu seus primeiros passos profissionais com a banda Cactus Clã, trio com dois violões, cajón e três vozes que se apresentava em casas noturnas e eventos particulares. Em 2009, integrou a banda 9º Andar, de pop rock, tocando guitarra e assumindo backing vocals, e eventualmente os vocais principais. Passou ainda pela banda de rock The Rule e foi vocalista do Let’Samba, grupo residente do Collins Pub que misturava rock, pop e samba, em diálogo com a proposta difundida pelo Sambô. Com o Let’Samba, percorreu o circuito cultural de Minas Gerais, incluindo projetos como o “SESC Chorinho e Samba na Praça”, com apresentações em diversas cidades do estado. Um dos momentos mais marcantes veio no carnaval de 2012, quando cantou para mais de 10 mil pessoas na Praça Tiradentes, em Ouro Preto.

Após anos afastado dos palcos, Leo retorna agora com um projeto autoral consistente e também com o espetáculo “De volta aos clássicos”, dedicado a interpretações elegantes de nomes como Billy Joel, Elton John, Frank Sinatra, Michael Bublé e novamente os Beatles — referências que ajudam a desenhar seu gosto pela melodia bem construída e pelo trabalho vocal refinado.

Foto de divulgação por Caricatte (@caricatte)

Letra

Bem aqui onde o vento faz o som, onde juntos somos um, vive um pedaço de mim, assim
Feito uma onda em alto mar, me deixando navegar sem lutar contra a maré, pois é
De mãos dadas com você eu vou seguindo a batucada desse nosso coração

E então vem ditando Deus o tom, vem mostrando o que há de bom nesse caminho pra nós dois
E eu vou, faça calor de verão, ou que seja como for, entoando essa canção que agora eu fiz pro meu amor

Ficha técnica
Leo Drummond: Voz, backing vocals, violão, craviola, percussão
Juliano Alvarenga: Bateria, guitarra, percussão, backing vocals
Gabriel Moulin: Baixo, mixagem e masterização


Siga Leo Drummond
Instagram – TikTok – Youtube – Spotify

Newsletter

O lado cineasta de Oswaldo Montenegro

  O lado musical e poético de Oswaldo Montenegro é reconhecido Brasil afora, mas o lado cineasta do artista é.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo de Avião e o Vôo na Contramão (Gil Silva Freires)

Alcindo ganhou uma passagem pra Maceió. Acontece que era uma passagem de avião e Alcindo tinha pavor de avião. O.

LEIA MAIS

A nossa relação com os livros 

Como diz um autor anônimo, “a leitura nos traz amigos desconhecidos”, e de alguma forma inesperada constrói essa relação “leitor.

LEIA MAIS

Com a IA, o que sobrará da literatura?

Dá para fazer livros razoáveis com Inteligência Artificial. Há casos de autores com centenas de livros já publicados com a.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo do Mar e O Risco de Se Banhar (Gil Silva Freires)

Adalberto morria de medo do mar, ou melhor, mantinha-se distante do mar exatamente pra não morrer. Se há quem não.

LEIA MAIS

Da MPB a Nova MPB; Conheça Bruna Pauxis

Reprodução do instagram da artista. Presente nas plataformas digitais desde 2021, a jovem Bruna Pauxis tem nos fatores regionais influências.

LEIA MAIS

Alguns livros que você precisa ler antes de morrer

A morte dá alusão ao fim do mundo, o Apocalipse e até mesmo o fim da vida de uma pessoa,.

LEIA MAIS

Tom Zé já dizia: todo compositor brasileiro é um complexado

O álbum “Todos os Olhos”, lançado em 1973 pelo cantor e compositor Tom Zé, traz a seguinte provocação logo em.

LEIA MAIS

Historiadora lança minicurso gratuito sobre a história da arte, com vídeos curtos e descomplicados

(Divulgação) Aline Pascholati é artista visual e historiadora da arte diplomada pela Sorbonne (Paris, França) e trabalha há mais de.

LEIA MAIS

Andinho de Bulhões: ausência de lume na justaposição e na aglutinação

O sol novifluentetransfigura a vivência:outra figura nascee subsiste, plena Orides Fontela 1. Andinho de Bulhões nasceu em um povoado pertencente.

LEIA MAIS