29 de setembro de 2026

História pessoal de racismo enfrentado em Mississippi inspira novo single do norte-americano Kencade; descubra em quatro breve respostas do artista à ARTE BRASILEIRA

Artista: Kencade (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)

Lançamento: “Freedom Ain’t Free”

Características: Rap, Pop Rap

Data de lançamento: 18 de abril de 2026

Como surgiu esta música?

A música surgiu porque nasci e cresci em West Point, Mississippi. Enfrentei muito racismo e ódio por parte de pessoas brancas. Desde ter que brigar nos ônibus escolares só para poder ir à escola, até ter um amigo branco cujos pais não me deixavam dormir na casa dele porque eu era negro. A história da polícia prendendo pessoas do meu povo injustamente. E conhecer a minha história negra. Uma série de eventos em que comunidades negras foram incendiadas e negros inocentes foram linchados. Negros foram rejeitados em empregos para os quais eram qualificados. Há muita inspiração para esta música.

O que diz a letra, qual sua mensagem?

A mensagem da letra é para que as pessoas negras se levantem em defesa de seus direitos. E lutem por seus sonhos. E permaneçam unidas, ou todas seremos vítimas de um sistema opressor.

Como você melhor descreve a sonoridade de “Freedom Ain’t Free”?

Eu descreveria o som de “Freedom Ain’t Free” como uma vibe de igreja com muito órgão. E uma pegada soul. Um ritmo tranquilo com um toque de energia.

Quem é, afinal, Kencade? Há algo a mais de curioso que você queira destacar?

O nome verdadeiro de Kencade é Ryan Daniels. Nasci e cresci no lado norte de West Point, Mississippi, na Rua Mose, onde rolam muitas festas de rua e encontros, principalmente aos sábados à noite. Eu morava com minha tia Nelda na Avenida Eshman, com seus dois filhos (Garrick e Chris Banks) e sua filha Yashevia Banks. Cresci pobre, mas de alguma forma feliz. Algumas noites eu não comia. Tinha que dormir de jaqueta para me manter aquecido ou dormir na casa de amigos. Aprendi sobre drogas cedo com o namorado da minha mãe, Bo. Eu tinha 8 anos. Encontrei paz na música, gravando fitas caseiras no quarto da minha tia Nelda. A fita chamou a atenção das pessoas, o suficiente para eu seguir carreira no rap. Mais tarde, me conectei com artistas que influenciei, como Mitchellboi, Cain Marko e Priceboys. A música era incrível. Mudei-me para Baltimore para morar com minha mãe (Regina Daniels), onde comecei a fazer música com meu primo mais velho, Billy. Depois disso, comecei a adquirir meu próprio equipamento e a produzir meus próprios álbuns. E aqui estamos.

Respostas de Kencade

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