1 de maio de 2026

Playlist “Além da BR” #299 – Sons do mundo que chegam até nós

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”. Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 299ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes que nos são apresentados.

Até o primeiro semestre de 2024 publicávamos também no formato de texto corrido, produzido pela redação da Arte Brasileira. Contudo, decidimos publicar apenas no formato minientrevista, em resposta aos pedidos de parte significativa dos nossos leitores.

Amelina – “Roblox realms” – (Espanha)

Qual a melhor sinopse desse lançamento? Esta música fala sobre o conflito entre nossos desejos (de nos divertir) e nossas responsabilidades (de trabalhar e estudar).

O que inspirou a composição e o que dizem os versos? Esta música foi escrita no ano letivo passado (2024-2025), por volta de fevereiro ou março.

É sobre uma garota, cantada da perspectiva de uma garota (eu), que mergulha nos mundos mágicos do Roblox todas as noites e não consegue se desvencilhar.

Isso faz com que seja ainda mais difícil para ela acordar de manhã para ir à escola, que é chata.

Esta é uma canção autobiográfica. A frase “por que tenho que acordar tão cedo para ir à escola” foi ouvida muitas vezes em nossa família.

Meu pai escreveu a música com base no meu humor em relação a essa situação.

Musicalmente, qual aspectos você trabalhou nesse lançamento? O que essa canção diz sobre o seu país, a Espanha? Nas próprias músicas, tentamos combinar uma certa festividade e alegria (melodias espanholas, violão, riggaton) com a tristeza do “dever” — tenho que ir para a escola.

E, para finalizar, o que este novo lançamento diz sobre você, sua arte e trajetória? Quanto à criatividade e à carreira, isso é só o começo. Tenho apenas 12 anos e estou experimentando estilos diferentes. Não me limito a apenas um gênero. Gosto de cantar, de transmitir algo aos outros com a minha voz.

Respondido por Amelina e seu pai Mikhail

Raphaela – “Bittersweet” – (Canadá)

Quando surgiu esta composição e o que a inspirou? Bittersweet foi vagamente inspirada por um romance de verão que tive há muito tempo. Não pensava nisso há anos, mas uma noite sonhei com isso e, quando acordei na manhã seguinte, senti uma atração repentina para finalmente escrever a música. Era como se a memória estivesse esperando silenciosamente o tempo todo, e esse sonho me deu a centelha necessária para colocá-la em palavras. Escrevi o verso inicial e o pré-refrão e então chamei meu coautor e produtor Josh Bogert, que ajudou a desenvolver o refrão que uniu tudo lindamente.

Qual é o tema da música, o que você retrata na letra? Bittersweet captura a essência de um amor verdadeiro que não pode durar além do momento em que existe — por uma razão ou outra. Mas, em vez de lamentar, você escolhe segurá-lo gentilmente, apreciá-lo exatamente como ele é. Esse equilíbrio delicado — saber que algo é fugaz, mas inesquecível — é o que o torna tão frágil e tão especial. Essa é a beleza disso — não precisa durar para sempre para significar para sempre para você.

Em termos de som, como você descreveria essa música? Bittersweet tem essa qualidade sonhadora e nostálgica. É leve e arejada, quase como uma hora dourada capturada em uma música — romântica, mas com aquela dor de saber que algo bonito não pode durar para sempre. A produção mistura sintetizadores brilhantes com guitarras suaves e percussão quente, criando uma atmosfera cinematográfica, mas intimista. Parece ondas rolando ou uma memória se repetindo em sua mente, situada bem naquele espaço entre a melancolia e a esperança, que é exatamente o que eu queria que a música incorporasse.

Quem é a artista Raphaela? Sou uma cantora e compositora canadense-libanesa que compõe músicas como cartas de amor. No coração do que crio está o romance — não apenas em histórias de amor, mas na maneira como me movo pelo mundo. Sou atraído por momentos cinematográficos e emocionalmente carregados — seja de desgosto, cura ou paixão — e tento capturá-los com honestidade. Minhas músicas são românticas, um pouco agridoces e enraizadas na crença de que a música deve conter toda a suavidade, a saudade e a maravilha do ser humano.

Há algo interessante sobre o lançamento que você gostaria de destacar? Sim — Bittersweet faz parte do meu EP de estreia, que é construído em torno da ideia de “cartas de amor que nunca enviamos”. Cada música é uma pequena carta, capturando momentos e emoções que perduram mesmo depois de terem passado. Bittersweet é uma dessas cartas — conta a história de um amor passageiro de verão e como algo passageiro ainda pode permanecer com você de uma forma realmente poderosa.

Raphaela – Bittersweet

Buğra Özkahya – “Maviliklere” – (Turquia)

Em qual momento surgiu essa composição, o que a inspirou? Minha música foi escrita e composta por mim, mantendo a energia e o ritmo do verão em mente. O trabalho de estúdio durou um mês e meio, e a lançamos para nossos ouvintes em 22 de agosto.

Qual o tema da música, qual sua mensagem? O tema da música consiste nos pensamentos vivos e apaixonados de um homem na praia e no mar, endereçados a ele caso queira que a garota que ele gosta lhe mostre proximidade.

 – Quais aspectos musicais você trouxe neste lançamento? Nossa música contém elementos da música pop turca, além de ritmos e tons latinos. Em outras palavras, tentamos criar um som universal.

Como foi o processo de produção musical e gravação em estúdio? Duas infraestruturas distintas foram desenvolvidas durante o processo de estúdio. Selecionamos a mais popular e trabalhamos meticulosamente. Nosso arranjador também era profissional, então não foi muito difícil. Acreditamos que alcançaremos resultados ainda melhores como equipe.

O que esse lançamento diz sobre o seu país, a Turquia? Acreditamos que, com esta música, não só conseguiremos permanecer na Turquia, como também encontraremos um lugar no coração dos amantes da música de qualidade em todo o mundo. Estendemos nosso mais profundo amor aos amantes da música brasileira.

Respostas Buğra Özkahya

RITA FRAME“I’m the lucky one” – (Islândia)

De uma maneira geral, como essa música pode ser descrita? Essa canção transmite que mesmo em tempos sombrios, o amor verdadeiro é luz, refúgio e força para seguir em frente.

E em qual momento surgiu essa composição, o que a inspirou? Essa canção surgiu recentemente e a inspiração foi a atualidade, que há muita falta de amor e o amor sempre será a luz.

O que há na letra da música, qual sua mensagem? Essas letra tem inspirações da Amy Winehouse

Há algo de curioso que queira destacar? E, também, sobre sua nacionalidade. Sobre a Islandia eu sou uma artista do mundo adoro viagens e através de um musico, letrista e uma psicologa, além da ajuda da tecnologia musical, inteligencia artificial e demais programas musicais, Pro-tools Fl Studio, Fiver, letras criaram vida e os instrumentos foram surgindo.

Respostas RITA FRAME

Visila – “You Can’t Replace This” – (Quênia)

Qual é a mensagem desta música para o mundo? “Y_ou Can’t Replace This_” celebra essas conexões que nos atingem de forma diferente. Sabe aquelas em que alguém te conquista de uma forma que parece rara? Em um mundo onde tudo é substituível, esta música é a minha maneira de dizer que alguns laços são sagrados. Eles não podem ser copiados ou substituídos. É sobre reconhecer quando você encontrou algo real e se apegar a ele.

O que inspirou a composição? Sinceramente, surgiu da gratidão por alguém que mudou completamente a minha forma de ver o amor e a conexão. Fiquei pensando em como tentamos encontrar substitutos quando relacionamentos terminam, mas algumas pessoas criam esse espaço único na vida que é só delas. Eu queria capturar esse sentimento musicalmente — aquele momento agridoce em que você percebe que o que você tem é insubstituível.

Musicalmente, como você descreve a música? É um Afrobeats encontrando o soul com um toque pop. A faixa inteira tem ritmos quentes que vêm das minhas raízes quenianas, mas as melodias falam uma linguagem universal. Combinei harmonias com percussão para criar algo que mexe com o corpo e te atinge emocionalmente. É celebração e reflexão juntas.

Quem é Visila? Sou uma artista queniana que mistura os sons de casa com tudo o que me toca musicalmente. Meu objetivo é unir as tradições narrativas africanas com a profundidade emocional que se ouve no soul e na Motown. Cada faixa que faço carrega minhas raízes, mas também busca algo maior, algo que se conecte com pessoas em todos os lugares.

Há algo curioso que você queira destacar? Sim, eu me apresento com este capacete de inspiração africana que se tornou meu estilo. Mas não é só para se exibir. Ele deixa a música falar por si, ao mesmo tempo em que homenageia minha origem. O capacete representa essa mistura de sabedoria ancestral e possibilidades futuras. Ele cria espaço para as pessoas se conectarem com a arte sem se prenderem a quem está por trás dela.

Também vale a pena mencionar: esta é minha terceira colaboração com a estrela pop ucraniana Valeria Koka. Trabalhar juntos tem sido incrível, especialmente nestes tempos. Nossa música carrega uma mensagem de esperança, resiliência e paz. A música nos une através de fronteiras e em meio a tudo o que a vida nos impõe. É a prova de que a arte transcende a política e conecta corações.

Respostas Visila

OS COMENTÁRIOS PUBLICADOS NESTA EDIÇÃO DO ALÉM DA BR NÃO REPRESENTAM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO EDITORIAL DA REVISTA ARTE BRASILEIRO E DE SUA EQUIPE.

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