24 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Júnior Almeida se joga em “Nu”, novo álbum que tem participação de Zeca Baleiro e Mart’nália

(Foto/divulgação)

 

No quinto álbum solo de Júnior Almeida, intitulado “Nu”, o músico mostra sua face, sua musicalidade e poesia, tendo sido o álbum sua própria expressão. “Gravar o disco foi um trabalho de muito afeto. São coisas do coração, sem excessos, apenas o que precisa ser falado. Meu trabalho nele foi editar, só tirar o que não precisava”, comenta.

O trabalho também é inspirado na grandiosa MPB, e no sertão, não só no quesito geográfico, mas no da “alma”, como o próprio Júnior explica. Para isso, Almeida fez algumas viagens ao interior de Alagoas, onde nasceu e cresceu. “A contemplação é um jeito de ver a vida que a gente encontra muito nessas regiões áridas, onde as pessoas param e deixam a existência tomar forma”, explica.

Júnior Almeida contou com a participação de Zeca Baleiro, na faixa “Trela”, e de Mart’nália, que canta em “Quarto Sem Porta”. O poeta poeta Fernando Fiúza, escreveu a poesia de seis das onze faixas do álbum. “Nu” tem lançamento pelo selo Dubas.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Júnior Alemida, sobre o álbum “Nu”.

 

 

O quanto há de você no álbum?
Muito.

Ainda nessa pergunta, por que você acredita que o álbum seja também uma expressão pessoal sua?

Talvez porque foi o primeiro disco que gravei sem absolutamente nenhuma preocupação com um possível projeto de mercado. A ideia era gravar músicas que expressassem completamente os sentimentos que me acompanhavam naquele momento, como também, evitar ao máximo excessos de sons e instrumentos nos arranjos. Criar uma ligação básica entre letra, melodia e canto, extraindo o essencial de cada canção e deixando a alma falar.

Você considera “NU”, um disco de MPB? Por que?
Sim, porque a MPB sempre foi uma referência enorme na construção da minha música. Inevitável que, ao tentar construir um disco tão interior, essa forte referência não se destacasse.

O que você fala nas faixas do álbum? 
As faixas falam de sentimentos como saudade, perda, amor, esperança… de como reagimos à vida, nem sempre prática e simples.

Qual a mensagem que você pretende passar? 
Despir-se das aparências e dos excessos revela o que há de genuíno em nós. A força também está na simplicidade e numa certa doçura diante das questões que a vida nos coloca.

Você tem alguma história ou curiosidade interessante que queira nos contar referente ao álbum?
“Nu” foi um álbum trabalhado exclusivamente no campo do afeto. Gravei com amigos. Tudo trabalhado dentro de um conceito tão pessoal que só amigos de longas caminhadas (trinta anos como base) conseguiriam entender e tornar sonoros aqueles sentimentos.

 

 

 

 

Lourdinete: o cárcere que estanca o tempo através de uma realidade outra

Mais digno de ser escolhido éo bom nome do que as muitasriquezas; e a graça é melhor do que a.

LEIA MAIS

Streaming gratuitos: filmes, séries, novelas, jornalismo, entretenimento e educação

Com o crescimento do acesso à internet e a popularização das smart TVs, inclusive com modelos mais robustos, como uma TV.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição23

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

EUA, a esperança do mundo? Artista português diz que sim em depoimento sobre sua música

Fritz Kahn and The Miracles é um projeto musical de um artista português. Sua discografia é extensa, embora tenha sido.

LEIA MAIS

Bethânia só sabe amar direito e Almério também (Crítica de Fernanda Lucena sobre o single

O mundo acaba de ser presenteado com uma obra que, sem dúvidas, nasceu para ser eterna na história da música.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

Muitos artistas querem o mercado; Tetel também o quis, mas na sarjeta encontrou sua liberdade

Tetel Di Babuya — cantora, compositora, violinista e poeta — é um projeto lançado por uma artista do interior de.

LEIA MAIS

O Som do Passado: Como os Equipamentos Vintage Estão Reconectando Gerações

Mais pessoas, a cada dia, vão além de um breve lazer em ambientes que fazem da viagem no tempo sua.

LEIA MAIS

As várias versões da “Balada do Louco”

No documentário “Loki – Arnaldo Baptista” (2008), o ex-mutantes Arnaldo Baptista é definido como “a própria personificação” do eu lírico.

LEIA MAIS

O Brasil precisa de políticas públicas multiculturais (por Leonardo Bruno da Silva)

Avançamos! Inegavelmente avançamos! Saímos de uma era de destruição da cultura popular por um governo antinacional para um momento em.

LEIA MAIS