23 de outubro de 2026

“Quero que a pessoa escute a minha música e se sinta melhor”, diz músico Peu Del Rey [ENTREVISTA]

 

Peu Del Rey, é um nome que ainda irá ser muito escutado. O artista é dono de uma astral bem diferenciada. Peu já lançou dois discos e um DVD. O ultimo lançamento de Rey no mês passado (março), com o clipe É DELA. Como forma de glória, Peu também já cantou com grandes artistas. Em Salvador, Nando Reis e Criolo já dividiram o palco com Peu Del.

É com muita simplicidade que o músico se apresenta. Segundo ele mesmo, o fato de ter tido o contato com a música desde bebê fez com que ele conhecesse melhor sua musicalidade.

“Estou sempre tocando alguma coisa, tentando tirar um som. Conviver desde pequeno com a vida a beira mar e a música, formou essa minha personalidade e me fez me amadurecer muito cedo nesses ambientes e ter certeza do que eu quero fazer pro resto da minha vida. A arte da vida simples de quem mora a beira mar e a arte de poder se comunicar com as pessoas através da música.”.

 

Abaixo, você vê na íntegra uma entrevista que fizemos com o músico.

 

 

Desde quando aderiu ao estilo “good vibes”? E como essa relação começou?

Isso foi uma coisa natural, eu sempre fui um cara bem tranquilão, buscando sempre as boas vibrações, sempre tive uma relação muito forte com a praia, com a vida simples de quem vive a beira mar. Quando eu comecei a fazer minhas músicas isso ficou bem evidente. Sempre buscando olhar pelo lado positivo de tudo.

 

Como isso influenciou na sua música?

Em primeiro lugar, estou sempre aberto a escutar de tudo, qualquer tipo de música. Acredito que não existe música boa ou ruim, existe aquilo que a gente se identifica mais ou menos, isso é de cada um. Isso possibilita você conhecer de tudo e se influenciar com todo tipo de música. E quando eu vou compor isso também se reflete, pois eu sempre tento passar uma positividade nas músicas. Quero que a pessoa escute a minha música e se sinta melhor, fique bem com ela mesma.

 

Suas raízes também estão na questão familiar, não é? Fale mais sobre isso.

Sim, meus pais também são artistas. Minha mãe é dançarina e meu pai é músico. Isso me possibilitou desde pequeno um contato muito próximo com arte. Conviver com artistas e nos seus bastidores foi minha maior escola. Poder ter esse diálogo e apoio dentro de casa foi muito importante para eu chegar aonde estou.

 

Nesse sentido, você acabou se acostumando com vários encontros artísticos com seus pais. Como foi essa experiência?

Muitos encontros, como eu disse, essa foi minha maior escola. Eu sempre fui muito observador, ouvidos e olhos atentos, pois é um privilégio ver tão de perto e conviver com tantos artistas maravilhosos.

 

 

E as músicas que conheceu nesse meio?

Eu conheci músicas e pude ver músicas serem criadas. São momentos que para mim sempre foi natural, mas eu sempre soube dar muito valor para eles, nunca os banalizei.

 

Além da música, qual outro tipo de arte te abraçou?

Meus pais têm muitos amigos ligados à dança e ao teatro, essas são artes que também sempre me encantaram. Mas claro que a música sempre foi o carro-chefe, eu nasci pra ser músico. Apesar de ter tido certa influência do meio em que cresci, essa afinidade com a música nasceu comigo.

 

Como é o lado compositor de Peu Del Rey?

Bem espontânea, as músicas aparecem no meu subconsciente, eu começo a cantarolar uma melodia ou uma ideia de letra. Depois vem o suor, que é sentar e finalizar aquele ideia que veio de forma natural. Eu adoro compor em parceria, acho que enriquece, a visão do seu parceiro sobre um mesmo tema é sempre diferente, e isso deixa tudo mais rico.

 

E o lado intérprete?

Eu sempre gostei de trazer uma canção que eu gosto pro meu universo, com um toque meu. Nunca gostei de fazer cover exatamente como ele é. Isso me motiva e surpreende o público. Acho massa quando você começa uma música, as pessoas não conseguem imediatamente identificar, depois se surpreendem e acabam cantando junto comigo.

 

 

 

 

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