24 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Duo Skyk explora o melhor do rock nacional no EP “O Que Restou de Nós Dois”

(Foto de Fernanda Gamarano)

 

A Skyk nasceu com quatro membros. Alguns fiascos da vida, como a mudança do ex-baixista para o Japão, mudaram as coisas e levou o grupo a um hiato de quatro anos. Agora, como Duo, formado pelo vocalista, baterista e tecladista Kinho, 19, e pelo guitarrista, baixista e violonista Vini, 23, os músicos lançam o EP conceitual “O Que Restou de Nós Dois”.

O trabalho contém cinco faixas, sendo a introdução (“O Começo do Fim”) instrumental. Com forte referência do rock nacional cantado por artistas como CBJr, as outras quatro canções trabalham com os relacionamentos amorosos, mas sem deixar uma jogada existencial. 

Achamos incrível este EP, e por isso, entrevistamos o Duo, após uma análise do trabalho. A entrevista, você vê a seguir:

 

 

Eu tenho certeza que vocês não poderiam abrir o EP de uma forma melhor. (HAHA). Parabéns! Ficou lindo e emocionante a introdução (O Começo do Fim). Comente.

(Vini) – Primeiramente, obrigado!

Essa introdução, foi uma daquelas músicas que quando você termina a melodia, você não consegue encontrar uma letra que consiga transmitir a mensagem que você quer passar aos ouvintes, pois toda a melodia já é autossuficiente. Eu diria que é uma música em que apenas o instrumental já introduz muito bem todo o contexto do EP.

 

Não sei se vai agradar ou não vocês, mas garanto que “Saudade do que Eu Nunca Vivi” cairia perfeitamente para uma trilha sonora de um filme mais votado para o público jovem, quem sabe até para a Malhação, (risos). Fui longe, né?

(Vini) – [Hahaha], magina, nesse EP, por ser algo mais voltado a arte e não pensado muito em algo comercial, acabamos fazendo as músicas sem pensar muito em “o que tocaria na rádio, o que tocaria em alguma novela, ou tentar atingir um público específico” que é o que a maioria incentiva, mas essa música, naturalmente, ganhou uma cara mais de “single para trabalho”, por sua simplicidade e um refrão mais chiclete, então sim, acabou virando o “som comercial” do EP, seria a música que mandaríamos pras rádios [hahaha], e pelas estatísticas do Spotify, é a música mais ouvida do EP.

 

Eu não entendi muito bem a ideia de “Ciclos”, a sua posição dentro do EP. Explique.

(Kinho) – Essa faixa seria como uma introdução para a “Impermanência”, com a sua melodia, traz um começo, meio e fim, assim como tudo na vida, tudo que começa tem que terminar, essa é a letra do refrão da “Impermanência”.

 

“Impermanência” é diferente de “A Despedida” e “Saudade do que Eu Nunca Vivi”, porque sai da temática de relacionamentos e traz algo mais existencial.

(Vini) – Sim, ela é a faixa do EP que considero a mais reflexiva, pois se encaixa em diversos contextos, não apenas sobre relacionamentos. E sua melodia foi uma das mais trabalhosas [hahaha], mas que expressa a mensagem que queríamos passar com total clareza.

 

Ouvindo as cinco faixas do EP, eu senti uma saudade daquele pop rock dos anos 2000 de CBJr e LS Jack. Me lembrou muito.

(Kinho) – Sim, passamos a infância ouvindo esse tipo de som, e acabamos sim tendo algumas influências que acabam surgindo nos sons de forma natural, mas se tivesse que definir a banda em um estilo, confesso que ainda não sou capaz [hahaha].

 

Vocês são um Duo. Fiquei curioso para entender como foi para vocês os processos de composição, produção e gravação deste EP. Para mim, todos esses processos estão impecáveis.

(Vini) – Sim, a gente estava se sentindo meio preso por sermos um Duo, ficávamos pensando em como seriam os shows e etc. Deixamos isso de lado, pois tínhamos tudo que precisávamos para realizar o Ep em nossas mãos.

Eu fiz as letras e tive as ideias principais das melodias do EP, toco guitarra, baixo e violão.

Já o Kinho, me deu todo o suporte necessário para ajustes nas melodias, e passou a cantar, gravou as baterias e teclados.

E toda a captação, mixagem e masterização foi realizada pelo Alan Monteiro que nos deu uma ajuda também no processo de elaboração das melodias.

 

Fica evidente que o EP é totalmente conceitual. Fale para a gente desse conceito como um todo, e como as faixas dialogam entre si.

(Vini) – Sim, nada mais é que trazer a complexidade que passamos internamente após um simples término de um ciclo. A arte é a forma mais bonita de externalizar toda essa confusão que temos dentro de nós mesmos [hahaha].

 

Vocês tem alguma(s) história(s) ou curiosidade(s) para nos contar?

(Kinho) –

  • Nós conhecemos há praticamente 10 anos;
  • O Kinho possuí mais 5 bandas;
  • Somos de Santo André, ABC;
  • Antigamente a Skyk era formada por 4 membros, mas o ex-baixista foi morar no Japão e a ex-vocalista saiu após o término de namoro com o Vini;
  • Ficamos uns 4 anos afastados, pois o Vini acabou ficando mais focado em terminar a faculdade e em obrigações da vida adulta [rsrs];
  • O nome do EP – “O que restou de nós dois” tem no mínimo uns 3 significados diferentes [hahaha].
  •  

Fiquem à vontade para falarem algo que eu não perguntei e que vocês gostariam de ter dito.

Vini – Creio que acabamos falando bastante coisa nas “curiosidades”.

 

 

 

 

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