13 de janeiro de 2026

“Terno, emocional, sábio”, diz Dan Pallotta sobre faixa importante do seu segundo álbum [ENTREVISTA]

Artista: Dan Pallotta (Estados Unidos)

Música: Pieces (Faixa 2 do álbum “Winnebago Dreams”)

Composição: Dan Pallotta

Ano de lançamento: 2023

Em que situação surgiu a música e como foi esse processo? A morte de uma antiga vizinha chamada Sue, cujo filho, John, foi meu melhor amigo enquanto crescia. É uma gravação em conjunto. Eu queria que parecesse real, natural, não gravado conscientemente e não como se tivesse sido gravado sozinho.

Como você avalia o som da música? Terno, emocional, sábio. A experiência foi muito gratificante. Trabalhei com algumas das melhores pessoas do mundo – Soozie Tyrell, que toca violino para Bruce Springsteen, Tony Garnier, que é o diretor musical de Bob Dylan e um ser humano histérico, Ross Petersen, que faz muitos trabalhos de engenharia com Bruce. Springsteen, Jon Gordon, que produziu “My Name is Luca”, para Suzanne Vega, Megan Gould, que tocou violino com John Mellencamp, e Brian Mitchell, que tocou acordeão para Levon Helm.É um privilégio e uma emoção trabalhar com pessoas que jogam e trabalham neste nível.

Que referências temos nesta música? “Pieces” é o que constitue todos nós. Cada vez que alguém que amamos morre, ou uma época passa, algum pedaço de nós vai com ele ou com aquilo. Nesse sentido, a morte não ocorre de uma só vez, num momento final. Partes de nós estão morrendo à medida que continuamos vivendo, e quando o momento da passagem finalmente chega, pode não restar mais tanto de nós.

O que essa música diz sobre sua carreira? Fique perto do seu coração. O álbum aborda a vida desde a idade que tenho agora: 62 anos. Você vê coisas dessa perspectiva que não consegue ver mais abaixo na montanha, e eu queria articular essas coisas. O tema principal é sobre a realização de viver a vida plenamente – de se abrir ao amor, à intimidade, aos filhos, à amizade, apesar da dor que essas coisas podem um dia lhe causar – para que você não morra sem nunca ter experimentado a alegria que vem com viver plenamente por medo da perda e da dor que a acompanha. Helen Keller disse que “a vida ou é uma aventura ousada ou não é nada”. É sobre viver assim.

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