18 de abril de 2026

5 PEDRADAS DE ROCK (#4)

As editorias ALÉM DA BR e LUPA NA CANÇÃO já publicaram mais 4 mil obras, de todos os cantos do mundo. Agora, estão juntas na nossa lista de lançamentos focada nos mais variados subgêneros do rock n roll. A novidade é que artistas brasileiros e internacionais são apresentados em uma única seleção de cinco músicas. São entrevistas curtas que exploram o básico de cada lançamento musical.

Vale dizer que o conteúdo aqui apresentado tem exclusividade da ARTE BRASILEIRA, escrito sob encomenda. A sequência foi escolhida via sorteio, ou seja, não há “melhores e piores”._

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➔ The Wow Wows - "Johny’s Gone Invisible" - (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
1. Conte-nos o que inspirou e o que diz a música, e outros detalhes que julgar interessante.
Hunter Jones, membro fundador, é um participante ativo na cena musical do Noroeste do Pacífico. Desde a organização de shows independentes em sua cidade natal, Coeur d'Alene, até a produção de discos para outras bandas em seu estúdio improvisado no porão. "Johny's Gone Invisible" é a música mais recente de Hunter, que conta a história daquele herói há muito perdido... ou vilão, dependendo de como você interpreta o título, que bebe muito das tradições do rock and roll. Escrita, gravada e produzida inteiramente por Hunter, a letra é aberta à interpretação do ouvinte que se conecta com a melodia. A música conta com a participação de sua esposa, Taryn, no cowbell, para dar um toque ainda mais autêntico, e até mesmo um apito peruano escondido no final da ponte para ter o efeito oposto. "Johny's Gone Invisible" é uma música cativante que tem o objetivo de tornar o seu dia um pouco melhor.
2. Deixe uma breve sinopse da banda.
The Wow Wows é uma banda independente de rock psicodélico formada por quatro integrantes de Coeur d'Alene, Idaho (EUA), que cria sua própria mistura de rock moderno com sonoridade retrô.

Respostas do integrante Hunter Jones

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➔ ESSK and friends - "I Could Have Been..." - (SUÉCIA)
1. Sobre o que é a música?
“The Shame of Tommy Jackman” faz parte de uma trilogia que conta a história da traição, vista de diferentes perspectivas. Essa música em particular narra a história do ponto de vista de Tommy – o homem que trai seu melhor amigo. Fala sobre culpa, negação e o peso silencioso de saber que você cruzou uma linha irreversível.
2. O que inspirou a história?
A inspiração vem das tradições clássicas de narrativa e do drama humano. A história completa se passa em um ambiente costeiro irlandês pobre, há cerca de 100 anos, onde as escolhas acarretam consequências graves e não há saída fácil.
3. Influências do rock?
No fundo, a música tem raízes na música folclórica irlandesa, mas com claras nuances de rock e blues. Gostamos desse ponto de encontro onde a narrativa e as melodias tradicionais se misturam com uma pegada um pouco mais crua e moderna.
4. Processo de produção?
A produção foi intencionalmente orgânica. Queríamos que parecesse viva e íntima, quase como se você estivesse na sala com a banda. Pequenas imperfeições fazem parte da expressão.
5. Há algo interessante sobre o lançamento?
“A Vergonha de Tommy Jackman” é a segunda parte de uma trilogia:
A primeira canção, “The Drunken Sailor Song”, é inspirada num poema de 1917 do poeta sueco Dan Andersson, reimaginado e ambientado na Irlanda. Ela conta a história da perspectiva do amigo traído.
Essa segunda faixa mostra o conflito interno de Tommy.
A terceira e última música, "The Storm I Chose", completa a história do ponto de vista da mulher.
Juntas, as três canções formam um triângulo amoroso trágico ambientado em um tempo e lugar difíceis e implacáveis.

Respostas do produtor Sören “SK” Karlsson

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➔ Beau Monde - "I'm the Color Green" - (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
1. Qual foi a fonte de inspiração?
A inspiração para esta música surgiu em meio a muitas grandes mudanças na minha vida. Eu havia ficado noiva, casado, comprado uma casa e estava grávida, tudo isso no que pareceu ser o ano mais rápido da minha vida. São marcos muito divertidos, mas também estavam me tirando muito da minha "vida antiga", e me adaptar a essas novas responsabilidades foi difícil. A música teve que ficar em segundo plano por um tempo, mas eu não estava disposta a deixá-la desaparecer. Eu estava constantemente lutando com o fato de que não queria mudar meus hábitos, mas sabia que meu estilo de vida atual não era sustentável e eu não estava feliz. Mas depois que aprendi a abraçar essa mudança, senti que evoluí para uma versão melhorada de mim mesma. Assim como uma flor sazonal murcha durante as estações frias e renasce quando as chuvas de maio a alimentam, eu me senti como uma flor da primavera.
2. Que mensagem transmite ao público?
Acho que isso traz uma mensagem de esperança, de que não importa as dificuldades que você enfrente na vida, você pode encará-las de frente e sair do outro lado uma versão melhor de si mesmo. A vida não foi feita para ser fácil, nada que valha a pena é fácil, e enfrentar a adversidade te torna mais forte e mais capaz de encarar essas dificuldades de frente.
3. Musicalmente, com quais subgêneros você trabalhou?
Eu ouço uma grande variedade de estilos musicais. Adoro música americana e o country alternativo da nova era, mas também ouço muito indie rock e música psicodélica. Acho que "I'm the Color Green" tem um toque de indie rock e psicodelia; a música é uma jornada pelo meu subconsciente que me leva a um lugar de esperança.
4. Qual a influência do seu país, os Estados Unidos da América, nessa música?
Viver nos EUA como artista tem muitas vantagens. A proximidade entre as cidades facilita viajar e compartilhar experiências musicais ao vivo fora da sua cidade natal. No início dos meus 20 anos, aproveitei isso ao máximo, fazendo turnês por todo o Sudeste, até chegar a Nova York. Acredito que a inspiração que tirei de viajar para lugares diferentes, conhecer pessoas diferentes, experimentar comidas e culturas diferentes nesses lugares foi extremamente motivadora, especialmente quando se faz isso com alguns dos seus melhores amigos. Espero fazer isso mais vezes e ter a oportunidade de levar essas músicas para países do mundo todo!
5. Há algo interessante ou curioso sobre o lançamento que você gostaria de destacar?
Essas músicas foram gravadas em um estúdio em Charleston, Carolina do Sul, com dois ótimos produtores locais: Wolfgang Zimmerman (Band of Horses, Susto, Futurebirds) e Matt Zutell (Winyah, Psycodelics, Big Something, Little Stranger). Trabalhar com esses caras e com uma banda incrível tornou o processo de gravação muito divertido. Essa música faz parte do álbum de estreia do Beau Monde, intitulado "Iodine State". O tema do álbum é resumido em "I'm the Color Green", mas outras músicas falam mais diretamente sobre se mudar para um lugar novo, ter o primeiro filho... se apaixonar ainda mais pelo seu parceiro e construir uma vida a dois. Espero que vocês se identifiquem e curtam.

Respostas de Beau Monde

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➔ Hubbell Benson - "Born To Lose" - (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
1. O que inspirou e o que diz a música?
Fomos inspirados a escrever esta música em parte como resposta ao clima atual em nosso país e em outros lugares. É uma forma um tanto irônica e abrangente de demonstrar solidariedade aos "menos favorecidos" do mundo, que é o caso da maioria de nós, e de encontrar consolo na ironia do destino que nos aguarda.
2. Como é possível descrever a sonoridade da música?
Musicalmente, buscamos uma sonoridade surf retrô dos anos 60, misturada com um toque dos anos 80 no refrão. O riff de órgão nos refrões é uma característica marcante, gravado em um órgão antigo e danificado que recebemos como pagamento por um show anos atrás.
3. O que representa a arte de capa?
A arte da capa foi retirada de um conjunto de fotos que não foram originalmente concebidas para esse fim; simplesmente achamos que a imagem de nós em pé sobre o lixo, rodeados por ele, parecia bastante apropriada para o tema.

Respostas de Hubbell Benson

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➔ Soraia - "Alright OK" - (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
1. Qual a melhor descrição para este lançamento?
Uma crítica mordaz a um(a) amante inconstante e, no fim, uma libertação triunfante. Sinto-me realizado(a) ao escrever esta interpretação honesta dos poucos encontros que tivemos.
2. Quais são as letras das músicas e qual é a sua mensagem?
A mensagem é "Está tudo bem". Tipo, ninguém precisa se esconder de ninguém — a vida continua. Nada disso é tão terrível a ponto de precisarmos agir como se nunca tivéssemos nos tocado. É uma resposta sarcástica e mordaz ao término invisível.
3. Qual é a origem, qual é a inspiração?
Uma experiência real de ser ignorada depois de ter um pedido de namoro exclusivo. É a resposta para o cara que agiu como se nunca tivéssemos nos beijado. "Tudo bem, ok" foi como interpretei a decisão de terminar o relacionamento sem usar palavras.

Respostas de Soraia

administrator
Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.