18 de abril de 2026

A GÊNESIS DA CANÇÃO (#9)

A GÊNESIS DA CANÇÃO é uma fusão das versões focadas em processo criativo das listas ALÉM DA BR (lançamentos internacionais) e LUPA NA CANÇÃO (nacionais), que agora É oficialmente editorias. Sob este domínio, já publicamos e desbravamos em torno de 4 mil lançamentos, de brasileiros e de artistas mundo afora.

Vale dizer que o conteúdo aqui apresentado tem exclusividade da ARTE BRASILEIRA, escrito sob encomenda. A sequência foi escolhida via sorteio, ou seja, não há “melhores e piores”.

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➔ Open Road Folk Music - "Winter Pine" - (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
Quanto à origem da canção: fui inspirado pela beleza das Montanhas Rochosas. Moro a 9.000 pés de altitude. Ficamos isolados pela neve por duas semanas, e fui inspirado por toda aquela neve sobre as árvores.
Sobre o processo de composição: trabalho com John Ward e Jack Haigh; trabalhamos na música em um processo de troca constante de ideias. Eu sou pianista e guitarrista; John Ward toca guitarra, teclados e banjo; e Jack é o guitarrista solista.
Sobre a mensagem da música e quaisquer outros pontos que considere importantes:
Espero que, ao ouvirem a nossa canção, as pessoas consigam sentir a paz e o amor da natureza.
Que a paz e o amor de Deus estejam sobre todos.

Comentário de Open Road Folk Music

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➔ Malia Rogers - "Sunlight (A Good Death)" - (CANADÁ)
Sou ator e músico, e enquanto gravava esta música no outono de 2025, também trabalhava em um contrato para a companhia de teatro interdisciplinar Theatre Gargantua, em Toronto, Ontário. Meu produtor também mora em Toronto, e ambos estávamos em fases agitadas de nossas vidas. Então, em vez de trabalharmos na música de forma concentrada, como alguns fariam — tipo uma semana inteira juntos em estúdio —, íamos dividindo o tempo entre meus ensaios e apresentações e a agenda de trabalho e vida pessoal dele. Mas a combinação acabou sendo muito fortuita, porque o diretor musical desse projeto teatral era Richard Lam — um talentoso ator, músico, diretor teatral e instrumentista de música tradicional irlandesa de Toronto. Rapidamente nos conectamos por meio de nossas músicas de bandolim e nos tornamos amigos. Ele começou a me apresentar à cena da música tradicional irlandesa com mais profundidade, me incentivando a aprender algumas músicas e a participar de sessões de música tradicional em bares (meu favorito em Toronto é o Black Swan, às quintas-feiras à noite). Ainda estou aprendendo e aprimorando minha memória musical, mas participar disso e me imergir mais nessa música me trouxe muita alegria e realmente confirmou os elementos de produção que escolhi para “Sunlight (A Good Death)”. Richard acabou tocando bouzouki irlandês na música e também me apresentou a Donna Garner, que toca acordeão na faixa.
Sou muito grato ao Neil, meu produtor, por ter dado a esta música tanto tempo e espaço para se desenvolver antes de a gravarmos em estúdio. No início de 2025, participei do Programa de Produção SOCAN x Equity e usei algumas das habilidades, conhecimentos e liberdade criativa que desenvolvi lá para me aprofundar no processo de pré-produção de “Sunlight (A Good Death)” nos meses entre a composição e a gravação. Compus a melodia instrumental da parte tradicional. Ainda tenho uma versão com um instrumento virtual de plugin, com um som horrível, no Logic do meu computador. Talvez um dia eu a revele ao mundo para mostrar como a instrumentação ao vivo deu vida aos meus sonhos.

Comentário de Malia Rogers

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➔ Luke Pacuk - "His Short Life" - (REINO UNIDO)
Estou enfrentando o problema da violência entre pares de frente. Hoje, a geração mais jovem trata cada vez mais a agressão como uma forma de autoexpressão ou entretenimento, esquecendo-se do verdadeiro valor da vida humana.
A violência não é entretenimento. A vida não é um jogo com chances infinitas.

Comentário de Luke Pacuk

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➔ pantelis gargoulakis - "Scent of the Night" - (GRÉCIA)
"Scent of the Night" foi inspirada na atmosfera de uma cidade à noite e na elegância do jazz francês. O meu objetivo foi capturar a alegria e a energia da vida noturna — imagens como um passeio pela cidade, um bar acolhedor, boa música, luzes e trajetos noturnos.
A composição baseia-se em duas guitarras rítmicas, uma guitarra solo e baixo. Através desta formação, procurei criar um som rico, mas ao mesmo tempo limpo, onde a base rítmica traz movimento e o solo assume um papel expressivo, como uma voz que conta a história.
A peça começou a partir de uma ideia rítmica na guitarra e desenvolveu-se de forma orgânica, deixando o groove e o fluxo guiarem a estrutura. A melodia mantém-se no centro, enquanto as harmonias acrescentam cor e emoção sem sobrecarregar o conjunto.
Com mais de 20 anos de experiência como guitarrista e professor de música, abordo a composição com foco na expressão, na clareza melódica e num som orgânico. Neste tema, procurei equilibrar musicalidade e imediatismo, criando um resultado que é ao mesmo tempo acessível e artisticamente sólido.
No geral, "Scent of the Night" é uma representação musical da experiência noturna — um fluxo contínuo de imagens, emoções e ritmos, que transporta o ouvinte para uma atmosfera envolvente e positiva.

Comentário de Pantelis Gargoulakis

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➔ Lucas Caram - "Serena" - (BRASIL)
Quando eu compus Serena, em 2021/2022, eu vivia uma fase em que estava apaixonado, e naquela época quando isso acontecia eu projetava uma vida inteira, um futuro, então esse foi o ponto de partida da canção, um pouco cantando pra quem eu estava apaixonado e um pouco eu mesmo fazendo uma piada comigo por sonhar acordado nessas situações.
Curiosamente foi um processo que durou um dia inteiro, lembro que eu acordei com a melodia e a primeira frase na cabeça, "Luz que incide serena na minha janela e reflete em meu coração", e ao longo do dia - com muitas idas e voltas - uma frase foi puxando a outra até o fim, que já foi de noite.
Algumas frases eu acho muito especiais até hoje, daquelas que a gente fica saboreando depois, como a resolução da primeira parte, "E eu sinta toda a beleza pulsante da estrela na palma das minhas mãos", que eu acho muito bonita, ou o começo da reexposição, "Sei dos caminhos opostos, de um tempo só nosso, universos em expansão/ Que nada sei do seu gosto, dos planos pra agosto, das curas, da solidão", que eram alguns dos temas que permeavam as minhas conversas naquela época.
Lembro que quando eu terminei ela foi uma alegria e um alívio muito grandes, por quê o processo, apesar de ter durado um dia, foi muito desgastante, de tocar, sentir as palavras na boca, voltar, reescrever, entender os caminhos da melodia, até decidir que o processo tinha terminado.
Quando mostrei pro produtor do meu disco, o Noa Stroeter, a gente achou que ela ainda não tava 100% pronta e decidimos mexer um pouco na melodia, e foi aí que ele entrou de parceiro. A escolha dela para ser o primeiro single do meu novo disco, O Que Me Traz Aqui?, foi supernatural por que a gente já sentia a força dela na gravação e achava que ela poderia ir longe, como já está começando a acontecer desde o lançamento.

Comentário de Lucas Caram

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Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.