Por Fredi Jon
A ciência e a sensibilidade têm se encontrado com mais frequência em um campo inusitado: o da música como ferramenta de transformação na agricultura, no bem-estar animal e humano. Pesquisas e testemunhos revelam que notas musicais não apenas encantam os ouvidos humanos, mas influenciam positivamente o desenvolvimento de frutas, a saúde dos animais e até mesmo o clima emocional de empresas. Um dos nomes mais emblemáticos desse movimento é Fredi Jon, diretor da “Serenata e Cia”, grupo musical com 30 anos de atuação e inúmeros relatos de resultados concretos.
Música nas plantações: uma colheita mais doce
Estudos recentes vêm demonstrando que a música clássica e instrumental pode acelerar o crescimento de plantas, melhorar sua resistência e até influenciar o sabor das frutas. Em experiências realizadas na Índia e na Coreia do Sul, plantações de uvas, bananas e morangos submetidas a trilhas sonoras suaves apresentaram maior produtividade e frutas com níveis superiores de doçura e teor nutricional.
O biólogo indiano Dr. T.C. Singh foi um dos pioneiros a estudar o fenômeno nos anos 60, utilizando ragas indianas para estimular o crescimento de arroz e flores. Mais recentemente, uma pesquisa da Universidade Nacional de Chungnam, na Coreia do Sul, revelou que sons de Mozart e Beethoven aceleraram o crescimento de brotos de arroz e soja, graças à estimulação das vias de sinalização genética das plantas.
Música e animais: terapia de som e afeto
A chamada “musicoterapia animal” tem ganhado espaço em fazendas e clínicas veterinárias. Em reportagens da BBC e estudos publicados no Journal of Veterinary Behavior, foi demonstrado que vacas, por exemplo, produzem mais leite quando ouvem música calma. Cães e gatos demonstram redução de estresse com sons clássicos ou vocais suaves.
Paladar afinado: como a música altera o sabor
A relação entre som e sabor é cada vez mais estudada por neurocientistas e chefs. O conceito de “gastroacústica” indica que notas agudas tendem a intensificar o sabor doce, enquanto sons graves acentuam o amargo. Um estudo conduzido pelo professor Charles Spence, da Universidade de Oxford, mostrou que participantes avaliaram um mesmo alimento de maneira diferente dependendo da trilha sonora ambiente.
Essa interação sensorial abre portas para experiências gastronômicas mais ricas e conscientes — e tem sido usada em eventos musicais promovidos por Fredi Jon, em que o repertório das serenatas é cuidadosamente selecionado para harmonizar com vinhos, frutas e pratos locais.
Ambientes corporativos e sociais: a serenata como antídoto ao estresse
Em empresas, escolas e hospitais, a música ao vivo tem se mostrado uma poderosa aliada na redução do estresse, no aumento da empatia entre colaboradores e na melhoria do clima organizacional. A “Serenata e Cia”, sob a direção de Fredi Jon, já atuou em centenas de instituições com relatos positivos. “A música cria pontes. Quando tocamos em ambientes corporativos, as hierarquias desaparecem por um momento, e todos se conectam pela emoção”, explica o diretor.
Relatórios de RH e estudos da Harvard Business Review confirmam: ambientes que incorporam música ao vivo apresentam menores índices de absenteísmo e maior engajamento. A serenata, com seu apelo emocional e surpresa, torna-se um poderoso instrumento de humanização.
A sinfonia da vida
A música, ao tocar plantas, animais e pessoas, revela-se uma linguagem universal que transcende barreiras. Frutas mais doces, animais mais calmos, equipes mais unidas: tudo ao alcance de um violão, uma voz e um propósito. Para Fredi Jon, a missão é clara: “A serenata não é só uma canção — é um gesto de cuidado. E o mundo precisa disso.”
Fontes consultadas:
Singh, T.C. (1962). Effect of musical sound on growth of plants.
Spence, C. (2012). The influence of sound on the perception of taste and flavour. Flavour Journal.
BBC Future. How music affects animals.
Harvard Business Review. Why music boosts workplace happiness.
Journal of Veterinary Behavior. Effects of classical music on kennel dogs.

