A GÊNESIS DA CANÇÃO é uma fusão das versões focadas em processo criativo das listas ALÉM DA BR (lançamentos internacionais) e LUPA NA CANÇÃO (nacionais), que agora É oficialmente editorias. Sob este domínio, já publicamos e desbravamos em torno de 4 mil lançamentos, de brasileiros e de artistas mundo afora.
Vale dizer que o conteúdo aqui apresentado tem exclusividade da ARTE BRASILEIRA, escrito sob encomenda. A sequência foi escolhida via sorteio, ou seja, não há “melhores e piores”.
➔ Alê Baldo - "Devoção" - (BRASIL)
Mantra in the Chaos é um projeto criado para trazer pausa em meio ao caos do mundo moderno, utilizando sons orgânicos e instrumentos ancestrais. Sem uso de IA, valoriza a pureza sonora e conduz o ouvinte por uma experiência contínua, imersiva e meditativa.
São trilhas produzidas com poucas camadas, justamente para favorecer a concentração e a busca pela paz interior. Todos os instrumentos foram tocados do início ao fim de cada faixa, sem o uso de instrumentos eletrônicos, como teclados ou sintetizadores.
A faixa Devoção refere-se ao primeiro mandamento da Bíblia: “Não terás outros deuses” e busca o equilíbrio ao levar o indivíduo a encontrar seu interior por si só.
Instrumentos utilizados: casca de jatobá, marimba e apitos.
Comentário de Alê Baldo
➔ PJ Far-West Selecta - "Jah Jah Riddims" - (BÉLGICA / JAMAICA / ESPANHA)
PJ Far West Selecta & Ras Mundele anunciam o single “Jah Jah Riddims”, um novo lançamento de raízes reggae com a vocalista jamaicana Noya nos vocais principais.
Bruxelas, 2026 – Após uma longa jornada musical, PJ Far West Selecta (Bart) e Ras Mundele (Eric) se reúnem em “Jah Jah Riddims”, uma faixa orgânica de roots reggae nascida de uma centelha criativa durante o primeiro lockdown. Eric é responsável pelas letras e teclados, enquanto Bart cuida do baixo, guitarras, bateria, teclados adicionais e toda a produção caseira.
O projeto se baseia em sua trajetória tocando em diferentes bandas ao longo dos anos 80 e 90, quando desenvolveram pela primeira vez seu amor comum pela música e pela instrumentação ao vivo.
Ao se reencontrarem durante a pandemia, eles começaram a tocar novamente “apenas pelo clima”, e essas
sessões informais logo se transformaram em um projeto de gravação completo.
Para “Jah Jah Riddims”, eles procuraram uma voz que pudesse transmitir o caráter cheio de alma e com raízes da faixa, o que levou a uma colaboração com Noya, da Jamaica, descoberta por Bart online. A interpretação vocal calorosa e expressiva de Noya enfatiza o núcleo espiritual e rítmico da música.
Gravada inteiramente em casa com instrumentos reais, a faixa se concentra em uma autêntica sensação analógica e em uma profunda inspiração roots. O saxofonista Koen van Roy contribui com partes melódicas de saxofone que adicionam profundidade extra e movimento dinâmico à produção. O resultado é uma faixa contemporânea de roots reggae que faz uma referência ao reggae clássico, ao mesmo tempo em que abraça o espírito DIY da cena independente de hoje
As sessões informais logo se transformaram num projeto de gravação completo.
Para “Jah Jah Riddims”, eles procuraram uma voz que pudesse transmitir o caráter soulful e com raízes “Jah Jah Riddims” é voltado para fãs de roots & culture, cultura de soundsystem e reggae ao vivo, e é ideal para rádios especializadas, podcasts e programas de reggae/música mundial.
“PJ Far West Selecta encontra Ras Mundele” reúne os singles que a dupla lançou anteriormente, agora complementados por uma faixa adicional: “Jah Jah Riddims”. A faixa apareceu anteriormente como música-título do último álbum de Sista Mika, gravada em colaboração com o lendário baixista do Roots Radics, Flabba Holt. Acreditamos que chegou a hora de incluir a versão original, interpretada por Noya, neste EP. Aproveite esta colaboração entre dois veteranos belgas e sinta a vibração — um convite aberto para se soltar e se perder nas vibrações puras do reggae.”
Comentário de Bart PJ
➔ cazy_music - "想定内スペック" - (JAPÃO)
“想定内スペック” foi inspirado pela sensação de existir entre sistemas fixos e a identidade pessoal — algo estruturado, mas ligeiramente instável. Quis expressar essa tensão através de um equilíbrio entre texturas eletrônicas e elementos de rock contidos.
No processo de produção, concentrei-me em criar um som limpo e espaçoso, mantendo ao mesmo tempo uma energia sutil e progressiva. Em vez de tornar a faixa agressiva, busquei uma intensidade controlada que avança gradualmente.
A faixa não se baseia em um refrão forte e explosivo, mas sim na atmosfera e na continuidade. Ela foi concebida para ser vivenciada como um fluxo, onde pequenos detalhes e texturas moldam o impacto emocional.
De modo geral, esta peça reflete meu interesse em mesclar design de som digital com a estrutura do rock alternativo, mantendo ao mesmo tempo uma sensação de espaço e introspecção.
Comentário de cazy_music
➔ Matias Malta - "O Peso do Mundo" - (BRASIL)
“O Peso do Mundo” nasceu de um período silencioso e interno, onde tudo parecia mais denso do
que o normal. Não foi uma ideia que surgiu de repente, mas algo que foi se acumulando aos poucos
— pensamentos, sensações, noites mal dormidas e uma dificuldade constante de organizar o que
estava acontecendo por dentro. A música começou a existir antes mesmo de virar som, como um
sentimento persistente que precisava encontrar alguma forma de sair.
A composição veio como uma tentativa de dar nome ao que era difícil de explicar. Entre
ansiedade e momentos mais profundos de introspecção, escrever se tornou uma forma de respirar.
Cada verso foi surgindo quase como um desabafo, mas também como um esforço de transformar
dor em algo que pudesse ser compreendido, não só por mim, mas por qualquer pessoa que já tenha
sentido esse tipo de peso invisível.
Musicalmente, a construção seguiu esse mesmo fluxo emocional. A harmonia e os timbres foram
pensados para sustentar essa atmosfera mais densa, mas sem perder completamente a sensação de
movimento — como se, mesmo dentro da escuridão, ainda existisse uma busca por saída. Houve
um cuidado em não “resolver” rápido demais, deixando a música respirar e carregar esse sentimento
até onde fosse necessário.
Ao longo do processo, a música deixou de ser apenas sobre um momento específico e passou a
representar algo mais amplo: a experiência de atravessar períodos difíceis sem perder totalmente a
esperança. Existe uma dualidade constante ali — entre o peso e a leveza, entre o escuro e a
possibilidade de luz entrando por pequenas brechas.
No fim, “O Peso do Mundo” não é só um retrato de um estado emocional, mas também um
testemunho de resistência silenciosa. É sobre continuar, mesmo quando tudo parece pesado demais
— e sobre acreditar que, de alguma forma, sempre existe espaço para a luz entrar.
Comentário de Matias Malta
➔ Jay Denton e Katrina Stone - "Collateral Damage" - (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
Katrina Stone e eu tivemos uma sessão de escrita e queríamos capturar aquele momento em um relacionamento com o qual me identifico, onde ambos estão sofrendo e não conseguem entender como algo que inicialmente lhes trouxe tanto amor e alegria agora pode estar causando tanta dor. Em particular, queríamos capturar o vai e vem onde a comunicação falha, onde ambos acham que estão dando ao outro o que ele precisa, enquanto ambos sentem que não estão recebendo o que precisam do outro. Fizemos o nosso melhor para capturar a perspectiva de ambos, homem e mulher, a partir de nossas próprias vidas e histórias de relacionamento.
A música começa com um tom quase coloquial, mas cresce à medida que o casal percebe que a pessoa que mais amam pode ter se tornado sua inimiga, em vez da aliada que estaria ao seu lado em todos os momentos. Quando o refrão final chega, a atmosfera muda de um casal tentando resolver seus problemas para um que percebe que não há mais nada pelo que lutar e que tudo o que construíram juntos se tornou dano colateral em suas vidas.
Tivemos também o privilégio de trabalhar com o supervisor musical de Temptation Island 2, da Netflix, onde "Collateral Damage" estará presente, e de adaptar o enredo de um dos casais do programa à história que estávamos contando.
Adoramos criar essa balada emocionante e encontramos um pouco de catarse ao transformar um dos momentos mais tristes que alguém pode vivenciar em algo belo com essa música - e esperamos que vocês gostem de ouvi-la!
Comentário de Jay Denton

