1 de maio de 2026
Geral

João Andrade: o vergado arco da geometria nos objetos de arte

     Minha loucura, outros que me a tomem   Com o que nella ia.   Sem a loucura que é o homem   Mais que a besta sadia,  Cadáver adiado que procria? Fernando Pessoa 1.   João Andrade (Natal, RN, 1962), desde pequeno, já criava imagens, mas não ficava só nisso. Procurava enxergar aquilo que não era visto por parte da […]

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Sarah: a paz do branco e a empatia do amarelo proclamam o silêncio

         E esta ânsia de viver, que nada acalma, E a chama da tua alma a esbrasearAs apagadascinzas da minha alma! Florbela Espanca 1. Sarah (Natal, RN, 1986). Quem sabe ela poderá falar por si, já que seu domínio da língua portuguesa é de grande elegância. Plena de ideias, desenvolve de maneira escorreita: “Na minha vivência, […]

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Ambrósio Córdula: ainda e sempre o Barroco

Mais digno de ser escolhido é o bomnome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro          Provérbios 22:1 1. Ambrósio Córdula se inscreve hoje como um dos mais importantes santeiros ou imaginários do país, dedicando seu trabalho a esculturas de imagens de grandes dimensões, quase […]

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De um sertão para o mundo: a arte bruta de Antônio Roseno de Lima

Que tristeza tão funda é mirar os retábulos dores e de penasque um coração levanta! Federico Garcia Lorca 1. Em 1945, o artista plástico Jean Dubuffet conclama a necessidade de uma nomenclatura para cognominar uma arte que não se enquadrava nas linhas de continuidade da História da Arte, caracterizando-se por ser engendrada por artistas que passavam ao […]

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Jonas Tito: ruínas de taipa como pretexto para deixar assomar a arte

Como um pastor, apascentará o seu rebanho; entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente. ISAÍAS 40:11 1.Jonas Tito (Caicó, RN, 1957) é autodidata. Tudo o que fez e continua fazendo parte de uma anterior curiosidade das técnicas e de impulsos que o conduzem […]

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Joto Gomo: representações dos sete pecados capitais

Sobre o lado ímpar da memória o anjo da guarda esqueceu perguntas que não se respondem. João Cabral de Melo Neto 1.Joselito Freire de Oliveira, ou Joto Gomo (Natal, 1974), ficou órfão muito cedo: com 7 anos perdeu sua mãe. Era uma mulher alegre, que sempre o levava para participar de festejos populares, sobretudo os […]

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Exposição: Abram alas, a poesia vai passar 

“Eu sambo em Santa Catarina. Entre batuques de repiniques, Entre surdos de primeira,De segunda e de terceira.” Samuel da Costa  Todos os caminhos do Carnaval de Santa Catarina nos levam à exposição “Abram alas, a poesia vai passar”, um convite aberto para atravessar a folia com outros olhos, onde o brilho do samba encontra a delicadeza da […]

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J. Borges: com sua arte criou muita gente e umas tantas xilogravuras

Bem-aventurados os teus homens, bem-aventurados estes teus servos que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria! Reis, 10:8 1. José Francisco Borges ou J. Borges (1935–2024) nasceu e faleceu em Bezerros, no Agreste de Pernambuco. O seu ateliê integrava parentes e filhos, despontando, quase todos, como grandes artífices da xilogravura, sendo reconhecidos […]

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JanaWan e CowMila Wanderley: quando a xilogravura delineia-se como estética e não como artifício utilitário

E enquanto fixamosclaros signosflui o silêncio. Orides Fontela 1. Este ensaio contemplará a obra de duas mulheres, mãe e filha. O registro de cada uma vai mudar à medida em que eu avançar no texto. Para efeito de compreensão, considerarei JanaWan como a) e CowMila como b). JanaWan (Natal, 1974) e CowMila (Natal, 1995). Ambas […]

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Letícia Paregas: constelações simbólicas do regime noturno da imagem em xilogravuras

Se não são os pássaroscobertos de cinza,se não são os gemidos que golpeiam as janelas da boda,serão as delicadas criaturas do arque manam o sangue novo pela escuridão inextinguível. Federico Garcia Lorca 1. Letícia Paregas (Natal, 1991) é autodidata. Remonta a presença da arte em sua vida desde a infância. Portanto, instalou-se desde muito cedo: […]

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